Daniel Faria

espetáculo integrado noEstúdio Poético
dePablo Fidalgo
19 - 22 jan 2017
qui - sáb, 21h30
dom, 16h30
Sala Estúdio
criação e texto Pablo Fidalgo
com Pablo Fidalgo e Tiago Gandra
luz Nuno Figueira e Pablo Fidalgo
apoio à criação e produção executiva Amalia Area
colaboração artística Vítor Roriz
assessoria artística Gabino Rodríguez, Idoia Zabaleta
tradução Inês Dias
produção Materiais Diversos
coprodução TNDM II, Centro Dramático Galego e Teatro Municipal do Porto
apoio Teatro Municipal Campo Alegre, Azala, Câmara Municipal de Lisboa, Polo Cultural Gaivotas, Largo Residências
M/12
Movimento em direção aos outros.
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O assunto central da vida de Daniel Faria foi a partilha. A partilha da palavra, da amizade, da poesia e da fé. Mas também a partilha do teatro, onde encontrou uma linguagem única. Daniel escolheu ter uma vida apagada, mas a sua obra inteira é uma resposta à palavra de Deus, afirmou um companheiro do mosteiro de Singeverga. Não imaginas como brilhava quando atuava. Quando saia para a cena, transformava-se, disse ainda alguém. Nele, existia a necessidade de representar. E é a partir da representação que se entende a fé. Se ela está em algum lugar, está no rito e não na doutrina. A fé é uma forma de fazer e atuar, uma presença, uma atitude. Assim aparece este espetáculo onde os corpos se tornam o arquivo e a memória de gestos de fé, de diferentes formas de dançar, de diferentes formas de perguntar: aceitarás ser tocado? A vida apagada de Daniel Faria, acende-se. 

Estúdio Poético

Ciclo composto por três espetáculos na Sala Estúdio do D. Maria II, inspirados ou a partir das obras de três poetas portugueses: Daniel Faria, Luís de Camões e Miguel-Manso.