Glória ou como Penélope morreu de tédio

texto e encenaçãoCláudia Lucas Chéu
6 - 30 jan 2011
4.ª a sáb. 21h45
dom. 16h15
Sala Estúdio
texto e encenação Claúdia Lucas Chéu
cenografia e figurinos Ana Limpinho
desenho de luz Nuno Meira
desenho de som Vítor Rua
com Albano Jerónimo
e participação de Samuel Branco / Martim Barbeiro e Grupo de teatro comunitário As avozinhas de Palmela
com direcção de Dolores Matos
co-produção TNDM II, TNSJ e AJ Produções
M/16

Considera-se a "Odisseia” de Homero o segundo texto mais influente da literatura ocidental a seguir à Bíblia. O poema sobre o retorno de Ulisses, com uma capacidade única "de obter os mais esmagadores efeitos poéticos por meio da linguagem mais simples e transparente” (Frederico Lourenço), convoca-nos para o centro de um debate sobre a condição humana.

Depois de "Poltrona: Monólogo para uma Mulher” (2009), Cláudia Lucas Chéu regressa à escrita dramática e volta a interrogar os limites da tragédia a partir do olhar da mulher.

Neste espectáculo, a temática da espera e a recusa do luto criam uma figura (Pathos) que, fazendo um hino à espera da mãe, se fecha a si próprio num círculo de espelho directo. Uma espécie de Narciso onde a imagem projectada é a da sua mãe, sem que ele perceba a diferença. Pathos é também inspirado na figura de Telémaco, na "Odisseia” de Homero, que se vê obrigado a esperar juntamente com a sua mãe pelo retorno de Ulisses que partiu para a guerra de Tróia. Em "Glória”, a espera é um bem precioso que revela silêncio e reflexão, mas é também um prejuízo porque é o compasso vazio entre o passado (as memórias vividas) e o futuro por vir que idealizamos nas nossas cabeças.

©Catarina Falcão
©Catarina Falcão
©Catarina Falcão
©Catarina Falcão
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