Tambores na noite

deBertolt Brecht
encenaçãoNuno Carinhas
14 - 23 jan 2011
4.ª a sáb. 21h30
dom. 16h

Sala Garrett

de Bertolt Brecht
tradução Claudia J. Fischer
encenação e cenografia Nuno Carinhas
figurinos Bernardo Monteiro
desenho de luz Rui Simão
desenho de som Joel Azevedo
preparação vocal e elocução João Henriques
colaboração musical António Sérgio
com Fernando Moreira, Ivo Alexandre, Joana Manuel, João Castro, Jorge Mota, Lígia Roque, Luís Araújo, Marta Freitas, Paulo Freixinho, Paulo Moura Lopes, Romeu Costa, Sara Carinhas, Pedro Jorge Ribeiro
produção TNSJ
M/12

"Tambores é um perfeito exemplo da vontade humana. Fi-lo para ganhar dinheiro.” A confissão é do jovem Bertolt Brecht – um mulherengo, anarquista, songwriter, estudante de medicina, provocador, leitor de Rimbaud, e o que mais houver –, que assim revela o impulso que esteve na origem de uma peça que viria a causar profundo mal-estar ao Brecht da maturidade, ao ponto de levá-lo a equacionar a possibilidade de a excluir das "obras completas”. Afrontando o sentimentalismo, os ideais políticos e as boas intenções filantrópicas, "Tambores na Noite” exibe – contra o pano de fundo da Revolução Espartaquista na Alemanha do início do século XX – o esplendor de um herói… disfuncional, ou humano, demasiado humano: Andreas Kragler, proletário que, no regresso da frente de combate e do cativeiro em África, hesita entre a rua e a casa, a bandeira e a cama, a revolução e a noiva. A encenação de Nuno Carinhas dá livre curso à força criativa da escrita do jovem Brecht, explorando os diferentes ritmos e os registos contraditórios de uma obra que subverte os modelos teatrais da época. Sob o signo de uma lua de sangue – nas palavras de B.B., "requisito quase imprescindível (e muito perigoso) das revoluções” – encena-se o mundo como circo da História…

©João Tuna
©João Tuna
©João Tuna
©João Tuna
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©João Tuna
©João Tuna
©João Tuna
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