Bajazet, considerando O Teatro e a Peste

encenaçãoFrank Castorf
textosAntonin Artaud e Jean Racine
19 - 20 jun 2020
sex e sáb, 19h
Sala Garrett
encenação Frank Castorf
textos Antonin Artaud, Jean Racine
com Adama Diop, Claire Sermonne, Jean-Damien Barbin, Jeanne Balibar, Mounir Margoum e uma câmara ao vivo
música William Minke
cenografia Aleksandar Denic
figurinos Adriana Braga Peretzki
desenho de luz Lothar Baumgarte
vídeo Andreas Deinert
assistência de encenação Hanna Lasserre
produção Théâtre Vidy-Lausanne, MC93 - Maison de la Culture de Seine St-Denis
coprodução Festival d’Automne à Paris, Extrapôle Sud-PACA, Grand Théâtre de Provence 
apoios Friche Belle de mai, Théâtre National de Strasbourg, Maillon Théâtre de Strasbourg - scène européenne, TANDEM Scène nationale, Douai - Bonlieu, Scène nationale Annecy, TNA / Teatro Nacional Argentino, Teatro Cervantes
apoio financeiro projeto PEPS no âmbito do programa europeu de cooperação transfronteiriça Interreg France-Suisse 2014-2020
 
duração 4h (com intervalo)

Espetáculo estreado a 30 de outubro de 2019, no Théâtre Vidy-Lausanne (Suíça)
 
Um teatro que se tem a si mesmo como prova de liberdade.

Autor de um teatro intransigente, que se tem a si mesmo como prova de liberdade, e que não foge das contradições humanas, Frank Castorf, uma das mais emblemáticas figuras do teatro alemão, revisita, em francês, Bajazet de Jean Racine, confrontando-o com o texto de Antonin Artaud, O Teatro e a Peste.
 
Neste espetáculo, Castorf traz à tona o que estes dois poetas têm em comum: a palavra falada. Se em Racine esta funciona como o braço com o qual os heróis se desembaraçam das camisas de forças que os aprisionam, para Artaud a reinvenção da linguagem conduz à libertação daquilo que é imposto pelo nascimento, pela sociedade e pela língua.
 
Bajazet passa-se entre as quatro paredes do Serralho de Constantinopla, na ausência do sultão. Para cada personagem, o verdadeiro amor entra em conflito com as ambições políticas, transformando em sinónimo de morte a vivência plena das paixões. A tragédia expõe o espírito falível do humano e a impossibilidade da existência de sentimentos puros. Ao adaptar Racine, Castorf transporta-nos de um século para outro, reunindo dois grandes autores que nos acordam os nossos demónios interiores.
 
Espetáculo falado em francês, com legendas em português.