Fake

encenação Miguel Fragata
texto Inês Barahona
18 abr 2020 - Rede Eunice Ageas ● Centro Cultural do Cartaxo (PT)
23 - 24 abr 2020 - Cine-Teatro Louletano, Loulé (PT)
30 mai 2020 - Rede Eunice Ageas ● Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre (PT)
5 jun 2020 - Rede Eunice Ageas ● Teatro Municipal de Bragança (PT)
13 jun 2020 - Rede Eunice Ageas ● Teatro Municipal de Portimão (PT)
20 jun 2020 - Convento de São Francisco, Coimbra (PT)
20 nov 2020 - 23 Milhas, Ílhavo (PT)
encenação Miguel Fragata
texto e dramaturgia Inês Barahona e Miguel Fragata
com Anabela Almeida, Carla Galvão, Duarte Guimarães e João Monteiro
interpretação em vídeo e participação especial no espetáculo Beatriz Batarda, Rita Blanco, Teresa Madruga
vídeo Tiago Guedes
música Hélder Gonçalves
cenografia Henrique Ralheta
figurinos José António Tenente
desenho de luz Rui Monteiro
desenho de som Nelson Carvalho
assessoria de imprensa Ana Pereira
produção executiva Clara Antunes e Luna Rebelo
produção Formiga Atómica 
coprodução TNDMII, TNSJ, Cine-Teatro Louletano, Formiga Atómica
apoio à residência artística Centro Cultural de Belém, Pólo Cultural das Gaivotas, Companhia Olga Roriz

A classificar pela CCE
Fake gravita em torno da figura real de N.: uma escritora de romances de cordel, de qualidade duvidosa. Na sua bibliografia, encontra-se um título curioso: Como Assassinar O Seu Marido, um romance sobre diferentes formas de matar maridos e escapar impune. É esse título que lhe traz notoriedade, pela circunstância de, alguns anos depois, N. ser detida, acusada pela misteriosa morte do seu próprio marido - um famoso professor de culinária. 

Mesmo antes de poder pronunciar-se, N. é julgada publicamente. A sua obra é a prova irrefutável da sua culpa. Os textos escritos por si para dar voz às suas personagens, às suas criaturas, são imputados à criadora. Os seus movimentos mudos, escrutinados em todas as redes sociais. Um súbito close-up sobre a forma como transporta um saco de lixo parece dizer tudo, segundo os seus vizinhos. Para a imprensa mundial, a autora de um título tão sugestivo, só pode ter as piores das intenções. A verdade parece evidente, não?

Fake explora as tensões entre a verdade e a mentira, informação e desinformação, crenças individuais, coletivas e a nossa propensão para acreditar nos preconceitos que carregamos. Em Fake, o Teatro dialoga com o Cinema, numa tentativa de destrinçar a verdade da mentira. A câmara faz o papel de um polígrafo implacável, procurando distinguir um bom ator de um mau mentiroso, num derradeiro close-up.