Um outro fim para a menina Júlia

de Tiago Rodrigues
1 fev 2020 - Rede Eunice Ageas ● Centro Cultural do Cartaxo (PT)
15 fev 2020 - Rede Eunice Ageas ● Teatro Municipal de Bragança (PT)
21 fev 2020 - Rede Eunice Ageas ● Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre (PT)
23 abr 2020 - Rede Eunice Ageas ● Teatro Municipal de Portimão (PT)
12 out 2020 - Teatro Sá da Bandeira, Santarém (PT)
de Tiago Rodrigues
encenação, espaço cénico e figurinos Tiago Rodrigues
a partir de August Strindberg (tradução de Augusto Sobral)*
com Helena Caldeira, Inês Dias, Lúcia Maria, Manuel Coelho, Paula Mora, Vicente Wallenstein
desenho de luz João de Almeida
assistência de encenação Teresa Coutinho
estagiários em assistência de encenação Ghita Serraj, Marion Stenton, Rocco Ancarolla 
produção TNDM II

direção de cena Carlos Freitas
ponto Cristina Vidal
operação de luz Feliciano Branco
operação de som João Pratas
produção executiva Manuela Sá Pereira
"Júlia sai com um passo firme". Esta é a didascália que August Strindberg escreve no final de Menina Júlia. Desde a estreia da peça, há 130 anos, em março de 1889, que atores de todo o mundo obedecem à ordem do autor e nos sugerem o suicídio de Júlia como o único desfecho possível desta história.

Imaginar outro fim possível para estas personagens obriga-nos a mostrar em cena o que acontece depois da didascália de Strindberg. Obriga-nos a imaginar o futuro que não quis prometer às suas personagens. Em Um outro fim para a Menina Júlia, vemos Júlia, João e Cristina, que o mundo já viu tantas vezes, para depois os reencontrarmos 30 anos mais tarde, treinados pela vida a encontrar a felicidade nas pequenas coisas. Neste "antes e depois", tentamos inventar uma alternativa e imaginar que o passo firme de Júlia pode ser o início da lenta e laboriosa caminhada da vida.