Dias contados

direção artísticaElizabete Francisca
19 fev - 5 mar 2021
Sala Online
direção artística Elizabete Francisca
cocriação e interpretação Vânia Rovisco
interpretação Julia Salem
composição musical e sonoplastia João Bento
cenografia Vasco Costa
figurinos Santos-Supico
desenho de luz Zeca Iglésias
apoio à criação/investigação Kino Sousa
produção O Rumo do Fumo
coprodução Teatro Nacional D. Maria II, Centro Cultural Vila Flor, Cineteatro Louletano
apoio Fundação GDA, Fórum Dança
fotografias de divulgação António MV

M/6

Espetáculo integrado no programa O Rumo do Fumo – 20 Anos e estreado a 15 de fevereiro de 2020, no GuiDANCE 2020 – Centro Cultural Vila Flor.
Dias contados é agora exibido online, no âmbito da iniciativa D. Maria II em Casa.

A partir da Sala Online do D. Maria II, assista ao espetáculo, registado em alta resolução e em multicâmara. O acesso tem o valor de 3€. 

Ao adquirir o seu bilhete, receberá por e-mail um link e respetivo bilhete eletrónico para acesso ao espetáculo, que estará disponível para visualização entre os dias 19 de fevereiro e 5 de março. Após inserir a password, dispõe de 6h para o visionamento do espetáculo, que deverá ser feito sempre a partir do mesmo dispositivo.
 
Aceda aqui à Sala Online do D. Maria II e introduza os 12 dígitos que se encontram imediatamente abaixo do código de barras do seu bilhete. Bom espetáculo!

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Não há outro mundo, há apenas uma outra maneira de viver. A cidade moderna, o exército anónimo do progresso, é implacável na devastação como a sua única salvação. Grandes cidades são hoje a materialização de um projeto político que visa transformar a vida em negócio. Através de gestos, imagens e palavras, Dias contados restitui um olhar sobre as ideias de comunidade, território e pertença. Neste espetáculo, Elizabete Francisca olha para a realidade de quem perde a sua casa, de quem é expulso. Uma crise habitacional que não é mais do que uma luta de classes. Trocam-se as cores, limpam-se os destroços, reabilita-se. Substitui-se a população, os mais pobres pelos mais ricos. O fosso social alarga-se perpetuando a tensão.

Não ter direito a uma casa, a um sítio que nos devolva quem somos, é algo de profundamente desestruturante. A paisagem modifica-se, demolição silenciosa da memória patrimonial e afetiva, que poucos podem acompanhar. A especulação. Há prédios a arder, há bullying, há mortes. Longe daquele que tem os mais altos muros e as fachadas mais fechadas.
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