Fake

encenaçãoMiguel Fragata
textoInês Barahona e Miguel Fragata
19 mar - 5 abr 2020
qua e sáb, 19h > qui e sex, 21h > dom, 16h
Sala Garrett
encenação Miguel Fragata
texto Inês Barahona e Miguel Fragata
com Anabela Almeida, Carla Galvão, Duarte Guimarães e João Monteiro
participação especial Beatriz Batarda, Sandra Faleiro ou Teresa Madruga
interpretação vídeo Beatriz Batarda, Cirila Bossuet, Isabel Abreu, Madalena Almeida, Márcia Breia, Sandra Faleiro, Sílvia Filipe, Teresa Madruga, Miguel Fragata, entre outros
vídeo Tiago Guedes
música Hélder Gonçalves
cenografia Henrique Ralheta
figurinos José António Tenente
desenho de luz Rui Monteiro
desenho de som Nelson Carvalho
direção técnica Cláudia Rodrigues
operação vídeo Bernardo Santos, Francisco Romão
produção Formiga Atómica / Clara Antunes e Luna Rebelo 
co-produção TNDMII, TNSJ, Cine-Teatro Louletano, Formiga Atómica
apoio à residência artística Centro Cultural de Belém, Polo Cultural das Gaivotas | Boavista, Companhia Olga Roriz
apoio ETIC – Escola de Tecnologias, Inovação e Criação

a classificar pela CCE 


Fake gravita em torno da figura de Norma B.: uma famosa escritora de romances policiais. Na sua bibliografia, encontra-se um título curioso: Como Assassinar O Seu Marido, a história de uma mulher que, como o próprio nome indica, não termina sem que o seu marido seja assassinado. É esse título que lhe traz notoriedade, pela circunstância de, alguns anos depois, Norma ser detida, acusada pela misteriosa morte do seu próprio marido - um famoso professor de culinária. 

Mesmo antes de poder pronunciar-se, Norma é julgada publicamente. A sua obra é a prova irrefutável da sua culpa. Os textos escritos por si para dar voz às suas personagens, às suas criaturas, são imputados à criadora. Os seus movimentos mudos, escrutinados em todas as redes sociais. Um súbito close-up sobre a forma como transporta um saco de lixo parece dizer tudo, segundo os seus vizinhos. Para a imprensa mundial, a autora de um título tão sugestivo, só pode ter as piores das intenções. A verdade parece evidente, não?

Fake explora as tensões entre a verdade e a mentira, informação e desinformação, crenças individuais, coletivas e a nossa propensão para acreditar nos preconceitos que carregamos. Em Fake, o Teatro dialoga com o Cinema, numa tentativa de destrinçar a verdade da mentira. A câmara faz o papel de um polígrafo implacável, procurando distinguir um bom actor de um mau mentiroso, num derradeiro close-up.

 
Sessão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa 
29 mar

Conversa com artistas após o espetáculo
29 mar

Sessão com Audiodescrição
5 abr

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