Quem matou o meu pai

textoÉdouard Louis
encenaçãoIvo van Hove
8 - 10 jul 2021
qui - sex, 20h > sáb, 19h
Sala Garrett
texto Édouard Louis
encenação, tradução e adaptação Ivo van Hove 
com Hans Kesting 
cenografia e luz Jan Versweyveld 
figurinos An D'Huys 
música George Dhauw
assistente de encenação Olivier Diepenhorst 
assistente de cenografia Bart van Merode 
direção técnica e de produção Reyer Meeter 
direção de cena Kevin Cuijvers, Bart Coenen, Zinzi Kemper, Manon van Nouland, Dennis van Scheppingen 
departamento de costura Farida Bouhbouh, Wim van Vliet (hoofd) 
produção executiva Inge Zeilinga, Edith den Hamer (hoofd) 
produção independente Jeroen van Ingen and Jaap Kooijman, Bertil van Kaam 
produção Internationaal Theater Amesterdam
coprodução deSingel Antwerp 


A classificar pela CCE

Espetáculo integrado no Festival de Almada

O encenador belga Ivo van Hove realiza neste espetáculo uma adaptação para a cena do livro homónimo de 2018 assinado pelo ainda muito jovem autor-sensação francês Édouard Louis – um escritor assombrado pela injustiça social e que tem marcado com desarmante coragem a emergência de uma muito aguardada e necessária geração de autores europeus interessados em escrever sobre os deserdados das democracias pós-coloniais. Um fosso que não apenas se perpetua como se alarga: entre os que têm uma espécie de direito natural a viver e os que nascem para sofrer. "Escrevi isto para o desgraçar”, disse Louis a Emmanuel Macron no Twitter. 

Trata-se de um monólogo pensado expressamente para o experiente ator Hans Kesting, que o protagoniza. Louis inspirou-se na vida do pai, quando, depois de uma visita que lhe fez, o encontrou chocantemente irreconhecível. E não se esquece de nos confrontar com a violenta homofobia da sua própria família de operários, que desde sempre o ostracizou por causa da sua homossexualidade. 

Precocemente destruído pela sua vida como operário na indústria pesada, o pai de quem aqui se fala é uma vítima da abjeta exploração que as elites políticas continuam a fazer dos socialmente mais fracos, sem apelo obrigados ao trabalho bruto que os mata antes de tempo, com a ajuda determinante do álcool, único escape em vidas marcadas pela violência. "Um retrato implacável e comovente” (De Volkskrant)

Espetáculo falado em neerlandês, com legendas em português.



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