As Três irmãs

deAnton Tchekhov
encenaçãoNuno Cardoso
14 abr - 22 mai 2011
4.ª a sáb. 21h30
dom. 16h
Sala Garrett
de Anton Tchekhov
tradução António Pescada
encenação Nuno Cardoso
assistência artística e movimento Victor Hugo Pontes
cenografia F. Ribeiro
figurinos StoryTailors
desenho de luz José Álvaro Correia
desenho de som Rui Dâmaso
com Daniel PintoIsabel AbreuJoão GrossoJosé NevesLuís AraújoManuel CoelhoMaria Amélia MattaMaria do Ceú RibeiroMicaela CardosoSara CarinhasSérgio Praia, Tonan QuitoVitor d’Andrade
co-produção TNDM II e Ao Cabo Teatro
M/12

Depois de "Platonov” (TNSJ, 2008), o fulgurante primeiro ensaio, inacabado, caótico, tido como irrepresentável, da obra teatral mais estruturante do drama moderno, e de "A Gaivota” (Ao Cabo Teatro/ TNSJ/CCVF/Teatro Maria Matos/Teatro Aveirense, 2010), uma espécie de espelho vertiginoso onde o Teatro se serve de si próprio para ensaiar uma reflexão sobre o paralelo entre vida e criação, Nuno Cardoso encerra a sua trilogia tchekhoviana com "As Três Irmãs”, metáfora do sonho destruído pelo tempo que passa, drama imbricado da decadência de uma classe dominante cuja fixação infantil na felicidade dos "tempos de antanho” esconde mal a ausência de horizonte e a perda de sentido. 

Reexercício de uma metodologia de trabalho que prolonga e aprofunda a ideia de ensaio, tomando o repertório e uma dramaturgia material, física, descoberta com o corpo, enquanto pontos de partida para o livre desenvolvimento das linguagens de criadores cujo trabalho conjunto parece exponenciar as qualidades de cada um.

Em "As Três Irmãs”, Olga, Macha e Irina vivem um quotidiano banal numa pequena cidade dos confins da Rússia, enquanto sonham com o regresso à Moscovo natal. Nestes tempos de crise, quando a nostalgia daquele momento em que "éramos felizes e não sabíamos”, repetindo a formulação de Pessoa, paira como uma ameaça, importa saber onde fica a nossa Moscovo, importa compreender porque é que o sonho não se torna motor de futuro. Importa redescobrir o Teatro como ensaio de nós próprios e como alternativa ao consumo cultural de massas que apenas prolonga a submissão.

©Victor Hugo Pontes
©Victor Hugo Pontes
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©Victor Hugo Pontes
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As Três irmãs