Retornos, exílios e alguns que ficaram

criaçãoTeatro do Vestido
7 - 10 jun 2018
qui-dom, 21h
Palácio Sinel de Cordes - Campo de Santa Clara - Feira da Ladra
direcção, texto e espaço cénico Joana Craveiro
com André Amálio, Inês Rosado, Isabelle Coelho, Joana Craveiro, Rosinda Costa e Tânia Guerreiro
desenho de luz Cristóvão Cunha
produção executiva Cláudia Teixeira
estagiária de produção Mafalda Rôla
estagiários ESAD Joana Silva, João Ferreira e Vera Bibi
coprodução Teatro do Vestido e Teatro Viriato
M/12
 
O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pela República Portuguesa / Ministério da Cultura / Direção-Geral das Artes

duração 2h30

Este espetáculo não é acessível a pessoas com mobilidade condicionada.

O inevitável questionamento do colonialismo português.
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Estreado em 2014, em Viseu, onde decorreu a maior parte da pesquisa para este projeto, Retornos, exílios e alguns que ficaram inaugurou o trabalho do Teatro do Vestido sobre as memórias da descolonização e do retorno de milhares de pessoas das ex-colónias portuguesas para a chamada "metrópole”.
Apoiando-se na recolha de testemunhos de diversos quadrantes, este projeto procurou dar voz a protagonistas de uma história que sabemos problemática. Apanhados entre a ignorância e a despolitização, nalguns casos, ou a profunda consciência política, noutros, este foi um processo que conduziu a um inevitável questionamento do colonialismo português e suas consequências, no contexto do processo revolucionário de 1974-75. O resultado é um espetáculo que se constrói na sua quase totalidade com base na citação dessas vozes, por vezes perplexas, por vezes conscientes das suas próprias contradições, muitas delas marcadas pelo trauma do regresso, do retorno, ou da chegada a uma terra para eles estrangeira, como era a metrópole de então.
©Filipe Ferreira
©Filipe Ferreira
©Filipe Ferreira
©Filipe Ferreira
©Filipe Ferreira
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