Sondai-me, Sondheim

14 - 16 mai 2004

Sala Garrett
encenação Ricardo Pais, João Henriques
direcção musical Jeff Cohen
arranjos Vítor Rua
cenografia Pedro Tudela
figurinos Bernardo Monteiro
luz João Paulo Xavier
som Francisco Leal
esgrima Miguel Andrade Gomes
voz João Henriques

com Ana Ferreira, António Durães, Hugo Torres, Ivo Alexandre, João Henriques, Joana Manuel, Luísa Cruz, Pedro Almendra, Jeff Cohen (piano)

Hora e meia de puro prazer com canções da Broadway -  o melhor de Stephen Sondheim

Hora e meia de puro prazer "jocoso”, com canções de Stephen Sondheim numa co-produção Teatro Nacional D.Maria II - Teatro Nacional S. João. Ricardo Pais I João Henrique, encenam canções de diversos musicais deste reconhecido autor da Broadway, como um "entre-acto” musical – SONDAI-ME / SONDHEIM – "no esforço e na ingenuidade com que nos demos à sondagem destes deliciosos (e difíceis) materiais”, encontrando "razão cénica para estarmos no palco”, "naquela espécie de juvenil ingenuidade que é lugar-comum atribuir-se à natureza americana”.

Do Musical só pode interessar-nos a exemplaridade de certas canções, sobretudo aquelas a que chamamos canções de circunstância e conflito, de que é exemplar autor Stephen Sondheim. O que acontece, então, se confrontarmos a nossa lusa experiência com estes materiais, deslocados do contexto cénico original? Estaremos diante de um corpus de palavras e músicas capaz de criar um espectáculo que não caia na idiossincrasia e no reaccionarismo paraplégico da Broadway?

Por outras palavras, poderão a formação contínua, a percepção particular da voz e das palavras na música, o gosto de ouvir-se para além da fala, o ruído perturbante de inesperados arranjos, o desconjuntado da chamada "encenação” encher  as noites , à boca de cena, de uma alegria maior do que a de sermos os eternos sopeiros do entretenimento "por procuração” de outros impérios? Por ainda outras palavras, podem artistas de teatro cantar porque acreditam na experimentação inúmera e plural das artes do palco?  Vamos a ver.