Tito Andrónico

24 jun - 27 jul 2003

Sala Garrett

de William Shakespeare
tradução José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto e Luís Miguel Cintra
encenação Luís Miguel Cintra
cenografia e Figurinos Cristina Reis
desenho Luz Daniel Worm
interpretação Ângelo Torres, António Banha, Duarte Guimarães, João Grosso, João Lizardo, José Airosa, Luís Lima Barreto, Luís Miguel Cintra, Márcia Breia, Maria João Luís, Miguel Melo, Nelson Cabral, Nuno Lopes, Paulo Moura Lopes, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Tiago Nogueira
figurantes Carlos Costa, Ico Marques, João Dória, João Pedreiro, Paulo Lima, Rodrigo Piganelli, Sérgio Grilo
co-produção TNDM II / Teatro da Cornucópia

Uma das primeiras e mais cruas tragédias de Shakespeare. Na antiga Roma as lutas pelo poder são sangrentas. O general Tito Andrónico, herói na guerra contra os bárbaros, vê-se humilhado pela tomada de poder de Saturnino aliado à bela rainha bárbara Tamora, sua prisioneira tornada imperatriz, e por inúmeras crueldades que daí resultam. Tamora, a quem o vencedor matou um filho, quer vingar-se de Tito. Tito vingar-se-á de Tamora. As mortes em cena sucedem-se.

Lavínia, filha de Tito, é violada pelos filhos da nova soberana, e cortam-lhe a língua e as mãos. O velho general, que matou ele próprio um dos filhos, vê as cabeças cortadas de mais dois, decepa-se, enlouquece, ou parece enlouquecer, corta as gargantas aos filhos de Tamora, dá-lhos a comer, e assassina depois a malvada. Saturnino mata Tito e morto por Lúcio, o justo, seu filho mais velho, que toma o poder no fim. O amante negro de Tamora, intriguista demoníaco e pai de um bastardo, é castigado também.