Um libreto para ficarem em casa seus anormais

a partir deRodrigo García
criaçãoAlbano Jerónimo
8 jun - 2 jul 2017
qua, 19h30 > qui - sáb, 21h30 > dom, 16h30
Sala Estúdio
a partir do texto de Rodrigo García 
criação e encenação Albano Jerónimo 
tradução e assessoria artística John Romão
libreto e adaptação Mickaël de Oliveira
intérpretes / músicos Albano Jerónimo / Anabela Moreira*, Ana Celeste Ferreira, Ana Lopes Gomes, Ana Rosa Teixeira, António Coutinho, António Parra, Carolina Sousa Mendes, Cláudia Lucas Chéu, Eliana Veríssimo, Helena Guerreiro, Joana Onório, Leonor Devlin, Luís Puto, Margarida Antunes, Maria Ladeira, Nuno Reis, Ricardo Gageiro, Rui Fonseca, Sofia Duarte Silva, Solange Freitas, Tiago Duarte, Vitor Rua 
bailarinos Francisco Rolo / Gonçalo Andrade 
composição musical / ópera Vitor Rua
cenografia e figurinos Tiago Pinhal Costa
execução de cenografia Filipe Dominguez
desenho de luz Rui Monteiro
vídeo Oskar & Gaspar
spot vídeo Tom and Jelly
assistência de encenação Cláudia Lucas Chéu
coordenação de produção Francisco Leone
produção executiva Luís Puto
produção teatronacional21
coprodução TNDM II, Casa das Artes de Famalicão, Projecto Crinabel Teatro, Teatro Municipal do Porto 
M/14

Espetáculo criado com o apoio da República Portuguesa / Cultura, Direção Geral das Artes
 
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8 – 16, 30 jun e 1 jul espetáculo conta com a interpretação de Albano Jerónimo
17 – 29 jun e 2 jul espetáculo conta com a interpretação de Anabela Moreira

 
O "exagero" como medida justa e necessária.
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Na sua versão original, Tivessem ficado em casa seus anormais de Rodrigo García, expunha, através de uma linguagem trôpega e violenta, histórias contadas através de um prisma pessoal.

A teatronacional21 parte deste texto, mas não se circunscreve a ele. Cruza um outro imaginário, o de Werner Herzog na sua obra-prima Fitzcarraldo: história de um alemão melómano, que enceta uma empresa de exploração de borracha para gerar lucro que lhe permita realizar o seu sonho, construir um Teatro de Ópera na Amazónia. 

Neste espetáculo, Albano Jerónimo mistura estes dois universos para tecer a sua própria ficção: interpretar uma espécie de Fitzcarraldo que procura montar uma ópera em Portugal, no D. Maria II. Nela, ensina aos músicos princípios revolucionários, ora para cumprir o seu "sonho" de melómano, ora para instigá-los a revoltarem-se contra a classe política nacional. 

Criando um jogo insolente, a fúria desta ópera combate a seriedade mórbida das máscaras sociais e a cristalização dos "lugares comuns". O "exagero" como medida justa e necessária, revela-nos, por fim, uma arte frágil, inquieta, de reflexão e de combate.


Sessão solidária a favor da Associação de Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande
24 jun, 21h30

Conversa com os artistas após o espetáculo
11 jun
moderação Maria João Guardão
 

©Filipe Ferreira
©Filipe Ferreira
©Filipe Ferreira
©Filipe Ferreira
©Filipe Ferreira
©Filipe Ferreira
©Filipe Ferreira
©Filipe Ferreira
©Filipe Ferreira
©Filipe Ferreira
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Um libreto para ficarem em casa seus anormais