Vangelo

dePippo Delbono
integrado noFestival de Almada
15 - 16 jul 2017
sáb, 21h > dom, 16h
Sala Garrett
Espetáculo falado em italiano e croata, com legendas em português

de Pippo Delbono
com Gianluca Ballarè, Bobò, Margherita Clemente, Pippo Delbono, Ilaria Distante, Simone Goggiano, Mario Intruglio, Nelson Lariccia, Gianni Parenti, Alma Prica, Pepe Robledo, Grazia Spinella, Nina Violić, Safi Zakria, Mirta Zečević, com a participação no filme de refugiados do centro de acolhimento PIAM de Asti
imagens e filme Pippo Delbono
música original digital para orquestra e coro polifónico Enzo Avitabile
cenário Claude Santerre
figurinos Antonella Cannarozzi
desenho de luz Fabio Sajiz
fotografia Luca Del Pia
produção Emilia Romagna Teatro Fondazione, Hrvatsko Narodno Kazalište – Zagreb
coprodução Théâtre Vidy-Lausanne, Maison de la Culture d’Amiens – Centre de Création et de Production, Théâtre de Liège
M/12




Uma mensagem de amor. Faz tanta falta nos dias que correm.
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Vangelo foi uma sugestão da mãe de Pippo Delbono. Poucos dias antes de morrer, perguntou-lhe por que razão não fazia ele um espetáculo sobre o Evangelho. "Assim passas uma mensagem de amor. Faz tanta falta nos dias que correm.” À mente do criador italiano vieram primeiro as recordações de infância, na paróquia, onde tantas vezes fizera de Menino Jesus. Depois foi a frase de um filme de Peter Greenaway que se impôs ("Não foi Deus que criou o Homem, mas sim o Homem que criou Deus”) e, em seguida, todas as coisas boas e más que daí advieram: o fanatismo e a fé, a mentira e a arte, a falsa moral e a poesia. As viagens que se sucederam trouxeram-lhe imagens, mas a iconografia religiosa deixou-se contaminar pelos instantâneos de um mundo em mudança e pelos rostos daqueles que, como refugiados, partilharam consigo as suas histórias. Marx e Pasolini intrometeram-se algures a meio do caminho. No final, das Escrituras restava  sobretudo a necessidade de amor que a mãe evocara.