Leituras encenadas - sábado

textosLaboratório de escrita para teatro 2017/2018
integrado noEntrada Livre
15 set 2018
sáb, 14h30 e 17h30
Vários locais
Leituras encenadas dos novíssimos textos criados ao longo da temporada anterior, no Laboratório de Escrita para Teatro do D. Maria II, coordenado por Rui Pina Coelho.
 
 
14h30, Salão Nobre
Call Center
 
Call Center é uma peça coral para sete atores. Ao longo da peça acompanhamos, através de várias vozes, a vida de uma callcentrista, que recebeu na sua linha de apoio uma chamada de um autor teatral a reclamar o seu testemunho para a construção de uma peça. Ao misturar a ficção e testemunhos de vários callcentristas, somos conduzidos pelas contradições no mundo de trabalho contemporâneo e do quotidiano de quem está do outro lado da linha telefónica. Esta peça faz parte de um díptico sobre o Trabalho, iniciado com o espetáculo Eu uso termotebe e o meu pai também, que reflete sobre a condição de operário e a sua emancipação, bem como as mutações da sua identidade ao longo de várias gerações, desde os remotos operários fabris até aos novos operários do século XXI.

texto Ricardo Correia
encenação Alex Cassal
 

14h30, Sala de Cenografia
O Reino do Fundo
 
Camila, uma jovem carioca, visita o Maranhão para se reencontrar com a sua antiga ama, Dalva. Uma vez lá chegada, apercebe-se de que chegou tarde demais. No funeral de Dalva, Vítor, um enigmático jovem, prepara-se para a enterrar. O Reino do Fundo é um texto que perscruta as raízes identitárias de um Brasil urbano e que se alicerça num outro país, de outras tradições e imaginários. É um texto sobre a culpa burguesa e os complexos de classe. Mas trata essencialmente da perda da inocência e do desejo em tudo ver mudar.
 

texto Tatiana Salem Levy
encenação Tiago Guedes

 
 
17h30, Sala do Rei - Estação ferroviária do Rossio
Antes que ela se apague
 
Como escrever uma história que se traz na cabeça? Como não perder a memória? Como registar no presente antes que se apague? Uma autora convoca os seus génios, um homem e uma mulher, que a ajudarão a lembrar-se da história de um casal e de uma casa recheada com a vida dos antigos proprietários. Ele e ela terão de lidar com as memórias que ainda habitam naquele lugar, mas ninguém quis guardar. Entre a descoberta do passado dos antigos proprietários e as discussões sobre o rumo a dar ao recheio da casa e às suas próprias vidas, este casal tenta reencontrar a razão do seu amor e reafirmar a sua própria sobrevivência. Inspirada no tríptico de Hieronymus Bosch, O Jardim das Delícias Terrenas, a autora constrói e destrói tudo, antes que ela se apague.
 
texto Mirró Pereira
encenação Sara Carinhas

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