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Coral dos Corpos sem Norte

criação Kiluanji Kia Hendaapresentação no âmbito da Bo CA – Bienal de Artes Contemporâneas 2025

No deserto angolano, outrora o fundo de um mar, viajantes que retornam às suas terras podem ser alvos de "pemba”, feitiço que os impede de sair novamente. Coral dos Corpos sem Norte pensa a migração como um processo da pemba. Uma maldição que acompanha o indivíduo a cada passo e o leva de regresso ao ponto de partida. Um caminho de círculos concêntricos sem início e sem final.

A condição de diáspora, forçada ou escolhida, faz parte da condição humana. Nesse movimento, ao invés de paraísos, os migrantes que acreditam numa vida possível no continente europeu encontram uma realidade atroz.

Esta obra confronta a imagem de razão, paz e moralidade projetada pela Europa, desde o chamado Iluminismo. Uma imagem em contraste com a realidade de uma força supremacista que colonizou o continente africano e de um Mar Mediterrâneo que se tornou um cemitério para todos os que foram mortos durante a tentativa de travessia.

Espetáculo em português, com legendas em inglês.


texto Kiluanji Kia Henda e Lucas Parente
criação Kiluanji Kia Henda
apoio à dramaturgia Zia Soares
interpretação Lua Aurora, Natacha Campos
coreografia Vânia Doutel Vaz, Natacha Campos, Kiluanji Kia Henda 
figurinos Neusa Trovoada
desenho de luz Iorgos Konstantinidis
modelação e modelagem em gesso Eva Lopes
música Michel Figueiredo (aka Zumbi Albino)
técnico de som Bernardo Barata
edição de vídeo Lucas Parente
desenho técnico Lilianne Kiame
construção e instalação Forsemat Lda
comissão e produção BoCA - Biennial of Contemporary Arts (Lisboa)
coprodução Teatro Nacional D. Maria II, MAAT

M/12

duração 55 min







Acessibilidade
Neste espetáculo é utilizado fumo e luz estroboscópica. O espetáculo integra momentos com sons fortes.





Espetáculo já apresentado em


20 - 21 set 2025
Sala Estúdio Valentim de Barros / Jardins do Bombarda (Lisboa)