O caminho alado dos cânticos sussurrados
dirigida a Profissionais da culturapor Darious Ghavami
Um percurso poético para escutar diálogos de beleza entre habitantes humanos, casas, animais, plantas, águas e solos, que coabitam ao longo de décadas. Searas que suspiram um melancólico e doce: "Ai, eu...”, num vislumbre antigo dos pés na água. No Ar, o Sopro, a Respiração, o Vento. Canta-se a Elevação e os Mistérios dum manto esvoaçante que tenta proteger todos os seres vivos. No planar das rapinas, sobre os pinheiros-mansos esgrouviados, há palavras que voam sobre as pontes suspensas da ribeira de Sor. São estes cânticos por descobrir, quase sussurrados, de um tempo sem velocidade, que unem os lugares do concelho de Ponte de Sor. E São Saturnino, vigilante, reza, para que caia o rio celeste e nada falte.
criação e orientação Marina Palácio
colaboração Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor
coprodução Teatro Nacional D. Maria II em parceria com Fundação Calouste Gulbenkian
A classificar pela CCE
©João Versos Roldão
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