Ciclo Música e Poesia - Berwald, Rimsky-Korsakov

em parceria comMetropolitana
3 mar 2018
sáb, 18h
Salão Nobre
F. Berwald
Quarteto com Piano, Op. 1
N. Rimsky-Korsakov Quinteto com Piano

contos de Anton Tchekhov
A Morte de um Funcionário
O Pianista

flauta Nuno Inácio
clarinete Jorge Camacho
fagote Lurdes Carneiro
trompa Jérôme Arnouf
piano Anna Tomasik
com Paula Mora

em parceria com Metropolitana









Arrancou em outubro e continua em 2018. O Ciclo Música e Poesia volta a trazer ao Salão Nobre do D. Maria II concertos onde se faz a articulação entre a música e a palavra dita ou a palavra subjacente. 

 

Berwald, Rimsky-Korsakov

O crivo da História é caprichoso. Por vezes, não se percebe a razão porque determinados eventos permanecem vivos na memória dos compêndios, ao passo que outros, que parecem igualmente relevantes, são relegados para segundo plano. No caso do repertório musical clássico a discriminação é, muitas vezes, clamorosa, como se o decurso do tempo procurasse cristalizar uma ideia de passado, porventura para prolongar uma projeção do presente. Mas o tempo não pára, pelo que é sempre fascinante revisitar fontes alternativas. Neste programa são interpretadas duas obras de música de câmara que têm permanecido relativamente discretas. Talvez por isso tenham tanto para nos «dizer». Primeiro, um quarteto para piano, clarinete, fagote e trompa do compositor sueco Franz Berwald. Berwald nasceu um ano antes de Schubert e morreu um ano antes de Berlioz. Apesar de aparecer indicada como Op. 1, esta não foi a primeira obra que assinou. Datada de 1819, respeita fielmente as convenções formais da época, com dois andamentos em Forma Sonata separados por um andamento lento em formato de canção. Por sua vez, o russo Rimsky-Korsakov, que é sobretudo conhecido por ser um orquestrador exímio, revela aqui uma faceta mais comedida. Com mais uma flauta do que a instrumentação do quarteto de Berwald, foi escrita em 1786 para um concurso de composição. Mas foi praticamente ignorada pelo júri. Seria publicada postumamente, já em 1912, distinguindo-se por uma qualidade de escrita cuidadosamente pensada para as características de cada instrumento.

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