Ciclo Música e Poesia - Quintetos de Mozart

em parceria comMetropolitana
10 fev 2018
sáb, 18h
Salão Nobre
trompa Tomás Figueiredo
violinos Romeu Madeira, Carlos Damas
viola André Araújo e Barbara Friedhoff
violoncelo Hugo Paiva
com Manuel Coelho

W. A. Mozart Quinteto com Trompa, KV 407/386c     
W. A. Mozart Quinteto de Cordas N.º 3, KV 515

em parceria com Metropolitana


Arrancou em outubro e continua em 2018. O Ciclo Música e Poesia volta a trazer ao Salão Nobre do D. Maria II concertos onde se faz a articulação entre a música e a palavra dita ou a palavra subjacente. Os atores juntam-se aos músicos, apresentando, neste trimestre, mais dois concertos, numa polifonia latente entre o som e o verbo, sempre aos sábados, numa parceria com a Metropolitana.

sobre "Quintetos de Mozart"

De tantas vezes repetir, tornou-se lugar comum dizer que Mozart foi um compositor genial. As interpretações das suas obras mais celebradas repetem-se vezes sem conta e, apesar de todo o deslumbramento, incorre-se no risco de conduzir a uma habituação que leva o ouvinte a esquecer aquilo que, afinal, faz do músico austríaco um caso verdadeiramente singular. Para evitar essa tendência, será importante focarmos de vez em quando a nossa atenção em composições de aparato mais modesto do que A Flauta Mágica, o Requiem ou Sinfonia Júpiter. A música de câmara tem vantagens, a este respeito, já que o reduzido número de instrumentos e a proximidade dos intérpretes favorece a apreensão da motivação criativa essencial que se esconde por detrás das partituras. São bons exemplos o Quinteto com Trompa KV 407 e o Quinteto de Cordas KV 515. O primeiro, de 1782, revela-nos um Mozart recém-chegado a Viena, quando ainda procurava construir o seu círculo de contactos. Foi dedicado a um trompista seu amigo de infância que também se radicara naquela cidade. É um exercício de combinações tímbricas meticuloso, capaz de entrelaçar harmoniosamente a sonoridade peculiar da trompa e o registo voluptuoso das cordas. Já o Quinteto de Cordas N.º 3 foi escrito cinco anos mais tarde por um compositor mais confiante, porventura em resultado do extraordinário sucesso d’As bodas de Fígaro. Apresenta uma escrita complexa, inovadora, com uma imprevisibilidade discursiva que apontava caminho a uma nova geração de músicos, entre os quais se achava Beethoven.
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