Damas da noite, uma farsa de Elmano Sancho

texto e encenaçãoElmano Sancho
17 - 27 set 2020
qua e sáb, 19h30 > qui e sex, 21h30 > dom, 16h30
Sala Estúdio
texto e encenação Elmano Sancho
com Dennis Correia aka Lexa BlacK, Elmano Sancho, Pedro Simões aka Filha da Mãe, Marie Carré (em vídeo)
espaço cénico Samantha Silva
desenho de luz Alexandre Coelho
fotografia Sofia Berberan 
assistência de encenação Paulo Lage
figurino de Elmano Sancho Olga Amorim
figurino de Filha da Mãe Guilherme Gamito
figurino de Lexa BlacK Dennis Correia João Maria Oom
produção executiva Nuno Pratas
coprodução Teatro Nacional D. Maria II, Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, Culturproject, Loup Solitaire, Teatro Nacional São João
parcerias Abraço, Acegis, Associação Plano I
 
Projeto financiado pela República Portuguesa - Cultura / DGArtes

duração 1h (aprox.)

M/16

Espetáculo estreado a 9 de maio de 2019, no Teatro Carlos Alberto - TNSJ (Porto)
Revelar o estrangeiro que albergamos.

Elmano Sancho evoca a conflituosa reviravolta de expectativas em torno do seu nascimento para levantar o véu de Damas da noite: os pais esperavam uma menina, de nome já destinado, Cléopâtre, mas nasceu um menino. O encenador pretende assim dar vida a esse outro desejado de si mesmo, como se este fosse uma espécie de duplo e existisse numa realidade paralela que Damas da noite encena.

Para erguer essa figura ficcionada chamada Cléopâtre, Elmano Sancho imergiu no mundo fascinante e provocador do transformismo. Os artistas transformistas "vestem a pele de um outro, tentam ser um outro”. São "flores que abrem de noite”, intérpretes de uma transformação "pautada pela transgressão, o desconforto, a ambiguidade, a brutalidade dos corpos e a violência das emoções”.

Através dessa interpretação paradoxal da diferença, Damas da noite explora a presença ou ausência de fronteiras entre realidade e ficção, ator e personagem, homem e mulher, teatro e performance, tragédia e comédia, original e cópia, interior e exterior, dia e noite. Nesse jogo de relações, aposta-se a identidade como matéria fluida, "rimbaudiana”, revelando o outro que somos, o estrangeiro que albergamos.



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