Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett

criaçãoDiogo Bento, Inês Vaz
9 - 19 fev 2012
4ª a sáb. 21h15
dom. 16h15
Sala Estúdio
criação Diogo Bento, Inês Vaz 
desenho de luz Joana Galeano
desenho de tela Miguel Boneville
interpretação Diogo Bento, Inês Vaz, Elisabete Fragoso
coprodução Among Others Associação / Teatro da Garagem
M/16

Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett estreou a 24 nov'11 no Teatro Praga
Nós queremos amor, queremos amor que nos faça tremer da cabeça aos pés e que nos tire o sono, queremos vida ou morte, queremos sangue, duelos, convicções, lutas, ideais, queremos ultrarromantismo, pores do sol, mar bravo e campos de batalha cobertos de corpos, queremos ter força para mudar o mundo e fingir que acreditamos que tudo é possível e que o futuro é tudo o que nos espera...

Mesmo sabendo que a Maria morre e que os outros ficam sozinhos ou vão para o convento, mesmo sabendo que não vai dar certo, mesmo sabendo que a vinda do Romeiro é inevitável, mesmo sabendo que não há salvação para ninguém e que é preciso haver um bode expiatório, nós vamos continuar.

É mais ou menos como um pensamento esquizofrénico que nos guia quando acreditamos que não é possível e que não depende de nós e, mesmo assim, fazemos tudo com a mesma convicção, ou até mais, para que aconteça. Neste caso, para que a Maria não morra sozinha a cuspir sangue. Porque, até lá chegarmos, tudo pode mudar. Porque, na verdade, tudo tem em si a potência para ser tudo e para mudar.
©Alípio Padilha
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