La Belle Époque

em parceria comMetropolitana
integrado noCiclo Música e Poesia
7 abr 2018
sáb, 18h
Salão Nobre
soprano Ana Paula Russo
trompete Sérgio Charrinho
piano Savka Konjikusic
com Bruno Bernardo
em parceria com Metropolitana


G. Balay
Pièce de concours
G. Fauré Clair de lune, Op. 46/2
G. Fauré Rêve d’amour, Op. 5/2
P. Gaubert Cantabile et Scherzetto
H. Duparc Chanson triste
C. Debussy Nuit d’étoiles
F. Thomé Fantasia em Fá Maior
R. Hahn À Chloris
R. Hahn Si mes vers avaient des ailes!
G. Ropartz Andante et Allegro
F. Poulenc Les chemins de l’amour, FP 106-Ia
G. Parès Fantaisie Caprice
C. Saint-Saëns Mon coeur s’ouvre à ta voix, ária da ópera Samson et Dalila

Em abril, chegamos ao último concerto do Ciclo Música e Poesia, que acontece no D. Maria II desde outubro, em parceria com a Metropolitana. Músicos e atores vão voltar a juntar-se no Salão Nobre em torno de temas resgatados da Belle Époque, um período de intensa inovação artística e cultural que marcou a Europa do final do século XIX e princípio do século XX.


«Belle Époque» é a expressão francesa que traduz o sentimento nostálgico sobre as décadas anteriores à Primeira Grande Guerra. Do outro lado da moeda lê-se uma outra expressão, também ela francesa e bastante conhecida – «Fin-de-siècle». Esta, por seu turno, alude ao espírito de incerteza que inquietava os espíritos na aproximação ao século XX, dando origem a uma manifesta vontade de mudança e comportamentos excessivos. A aparente contradição que aqui se vislumbra, considerando que ambas reportam ao mesmo período histórico, espelha bem a riqueza e a complexidade da rede de estímulos intelectuais e artísticos que povoava o meio cultural parisiense da época, e que dali irradiavam para toda a Europa. Este recital constrói-se numa estreita afinidade com a vertente mais benévola do diálogo que artes mantinham com as profundas transformações civilizacionais que então se precipitavam. Ao invés do decadentismo ideológico ou da exploração arrojada dos limites, dá primazia a um distanciamento romântico que não esconde desapontamento nem ironia, mas que busca respostas na compostura e na elegância. Assim, o programa alterna o timbre brilhante da trompete com a entoação dolente da voz soprano. Os fraseios delicados da parte instrumental desenham-se em obras incontornáveis do repertório para trompete, composições de nomes desconhecidos do grande público, tais como Guillaume Balay, Philippe Gaubert, Francis Thomé, Guy Ropartz ou Gabriel Parès. A arte da «mélodie» (a canção francesa, por excelência) recorda-nos nomes bastante mais sonantes. São os casos de Gabriel Fauré, Henri Duparc, Claude Debussy e Francis Poulenc. A voz e a trompete juntam-se, por fim, numa ária da ópera Samson et Dalila de Camille Saint-Saëns.
textos selecionados por António Mega Ferreira
Excertos de À sombra das raparigas em flor de Marcel Proust e O retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde
Poema Brisa marinha de Stéphane Mallarmé

Fechar Política de Cookies

O Teatro Nacional D. Maria II usa cookies para melhorar a sua experiência digital. Ao continuar a navegação está a autorizar o seu uso.
Consulte a nossa Política de Privacidade para saber mais sobre cookies e o processamento dos seus dados pessoais.

Aceitar