Audiência / Vernissage / Havel (reposição)

9 - 12 jan 2004
3.ª a Sáb. 21h30
Dom. 16h
Sala Garrett
de Václav Havel
tradução Anna Almeida e José Vidal de Almeida
encenador Jorge Listopad
cenografia e figurinos Cátia Carvalho, Joana Matos e Tiago Proença
desenho de luz José Carlos Nascimento
interpretação António Banha, António Rama, Júlio Martín, Maria Amélia Matta

Uma peça em dois andares, duas peças num acto.

(...) As peças, apesar de localmente tipificadas, ultrapassam a geografia cultural e a fenomenologia política. E se ainda subsistisse algum perigo nesse sentido, o próprio texto cria o antídoto, com o remédio do humor da Europa Central, quer dizer, dos checos, quer dizer, de Praga.

Porquê em dois andares? (...) Se o primeiro texto se desenrola em baixo, numa organização espacial condenada ao estatismo em movimento perpétuo, concêntrico e, em certo sentido, concentracionário, a sua antinomia, em cima, dissimula o mesmo sistema social embora mais hierarquizado e mais complexo. O que está em baixo estará em cima e vice- versa? Afinal as duas estruturas são religadas umbilicalmente apesar de todas as mistificações do doce lar e do politicamente correcto de Vernissage.

Formalmente, o transporte dos textos para diferentes palcos, representa a evidência factual e não a vagabundagem gratuita ou jogo. E se o jogo não deve ser eliminado do teatro, aqui é jogado na dupla circularidade das inúmeras vistas que simultaneamente aprisionam o mesmo objecto. Ou: variações em volta da natureza das coisas.

Jorge Listopad

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