Coral dos Corpos sem Norte
Coral dos Corpos sem Norte
No deserto angolano, outrora o fundo de um mar, viajantes que retornam às suas terras podem ser alvos de "pemba”, feitiço que os impede de sair novamente. Coral dos Corpos sem Norte pensa a migração como um processo da pemba. Uma maldição que acompanha o indivíduo a cada passo e o leva de regresso ao ponto de partida. Um caminho de círculos concêntricos sem início e sem final.
A condição de diáspora, forçada ou escolhida, faz parte da condição humana. Nesse movimento, ao invés de paraísos, os migrantes que acreditam numa vida possível no continente europeu encontram uma realidade atroz.
Esta obra confronta a imagem de razão, paz e moralidade projetada pela Europa, desde o chamado Iluminismo. Uma imagem em contraste com a realidade de uma força supremacista que colonizou o continente africano e de um Mar Mediterrâneo que se tornou um cemitério para todos os que foram mortos durante a tentativa de travessia.
Espetáculo em português, com legendas em inglês.
Espetáculo já apresentado em
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20 - 21 set 2025
Sala Estúdio Valentim de Barros / Jardins do Bombarda (Lisboa)
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criação Kiluanji Kia Henda
coreografia Vânia Doutel Vaz, Natacha Campos, Kiluanji Kia Henda
desenho de luz Iorgos Konstantinidis
modelação e modelagem em gesso Eva Lopes
comissão e produção BoCA - Biennial of Contemporary Arts (Lisboa)