Itinerário — Geologia de um regresso a casa

criaçãoRogério Nuno Costa
no âmbito do projetoSTAGES
Público em geral

A nova criação de Rogério Nuno Costa conclui um tríptico de performances retrospetivas iniciado em Missed-en-Abîme (2021) e continuado em Lamento Imenso (2023).

Itinerário — Geologia de um regresso a casa resulta de um laboratório experimental de investigação nas interseções entre arte, ciência e tecnologia que, durante os últimos três anos, juntou Rogério Nuno Costa a investigadores da teoria dos media, dos estudos de performance e das ciências ambientais. A partir de um trabalho de inventariação de modos e procedimentos de criação sensíveis às ideias de sustentabilidade, pegada ecológica e impacto territorial, o projeto revisita Vou A Tua Casa, performance para espaços domésticos que, em 2003, já havia previsto e testado operações ecologicamente sustentáveis para a criação e apresentação de espetáculos.

Esta criação propõe um exercício radical, quiçá trágico, de reativação dessas operações, só que num tempo fora do tempo, e num espaço que já não é uma casa, ou nunca foi: o Teatro, simultaneamente a arte e o edifício. Noções como as de refúgio, exílio, perdição, mas também invasão, imersão e suspensão, obsessivamente trabalhadas em Vou A Tua Casa, são aqui remapeadas e reanalisadas à luz de novas urgências, especulando-se a possibilidade da sua atualidade e da sua continuidade, mas também da sua eventual expiração. Um percurso e o seu negativo, quiçá um fim. Como exercitar a hospitalidade em tempos de crise climática?

Ancorado numa reflexão simultaneamente crítica e alegórica das relações e fricções entre teatro, lugar e ubiquidade, Itinerário — Geologia de um regresso a casa será construído através de um processo de escrita epistolar realizado no decurso de uma viagem lenta entre Helsínquia (onde o artista vive) e Lisboa (onde o artista deixou de viver): a circularidade e a impermanência como condomínio. Ou um regresso a casa a corresponder, em espelho e em desaceleração de partículas, a um regresso ao futuro.

Espetáculo já apresentado em


29 out - 2 nov 2025
Sala Estúdio Valentim de Barros / Jardins do Bombarda (Lisboa)
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criação, texto, direção artística e interpretação Rogério Nuno Costa
desenho de luz e direção técnica Roger Madureira
som Vasco Zentzua
colaboração dramatúrgica Susana Mendes Silva
investigação e consultoria científica Aida Estela Castro, Alexandra Polido, Manuel Bogalheiro e Sara Moreno Pires
design gráfico e ilustração Jani Nummela
fotografia Alípio Padilha
direção de produção Cláudia Teixeira
assistência técnica Marcos Simões 
gestão administrativa e financeira Sufoco Associação Cultural
coprodução Teatro Nacional D. Maria II, Sufoco Associação Cultural
apoios O Espaço do Tempo, Festival Paragem/Bóia – Associação Cultural, Festival END, Festival Citemor, Festival Contradança/ASTA Teatro e Outras Artes, c.e.m – centro em movimento, Ballet Contemporâneo do Norte, IHME Helsinki/Vihreä Taide, O Lugar do Meio, Recover Laboratory, Rota Clandestina, Teatro Praga, New Theatre Helsinki, Inestética

Produção integrada no STAGES – Sustainable Theatre Alliance for a Green Environemental Shift, um projeto cofinanciado pela União Europeia 

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