Rito de Transição: Corpo T
Rito de Transição: Corpo T
Rito de Transição: Corpo T é uma ode às parentalidades e infâncias queer, brincando com a linguagem que se transmite e que transita entre a boca de pessoas adultas e a boca das crianças (e vice-versa). Uma fábula política dedicada aos processos de transição — corporal, hormonal, social e ecológica —, onde se cruzam bichos inventados, com sete asas e zero olhos, florestas feridas por monstros, danças de ovos e casulos e mitologias para corpos em flor que desejam a transformação.
Nestas histórias, o que está por vir é uma cicatriz do que aconteceu há muito tempo. Experimenta-se traduzir essa cicatriz em língua de crianças, criar peles vegetais, esculpir bocas de pedra e, sempre que possível, brincar.
Mas como contar mitos da transição sem se alienar as marcas de todo um conjunto de espécies e vozes que se foram ausentando de um mundo progressivamente monocultural? Como falar do que tem mudado e transitado cada vez mais rápido? E o que dizer de novas "robóticas moles”, ou de nano-interfaces líquidas que têm alterado rapidamente o panorama das ciências e da ecologia, e nem sempre acessíveis em novas metáforas para o entendimento do mundo? Por exemplo, o TestoGel, aplicado no braço de R. a cada noite? Ou a poluição das águas com estrogénio, que tem provocado casos de puberdade precoce?
Um rito compartilhado de transição, que experimenta ser um poema intergeracional e habitar um espaço alquímico entre artes e ciências.
Espetáculo já apresentado em
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3 - 7 dez 2025
Sala Estúdio Valentim de Barros / Jardins do Bombarda (Lisboa)
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figurinos Alex Simões aka Xana Modas
apoio administrativo Helena Baronet / Associação Parasita
coprodução Teatro Nacional D. Maria II, Associação Parasita
A PARASITA é uma estrutura financiada pela República Portuguesa — Cultura, Juventude / DGArtes
Produção integrada no STAGES, um projeto cofinanciado pela União Europeia
M12
duração 1h15