Pranto de Maria Parda

encenação Miguel Fragata

encenação Miguel Fragata
com Cirila Bossuet
música Capicua e Chullage 
vídeo João Gambino
cenografia F. Ribeiro
desenho de luz Rui Monteiro
figurinos José António Tenente 
desenho de som Nelson Carvalho
captação de som (vídeo) João Bento
produção musical Capicua e Chullage
assistência de encenação Rafael Gomes
consultoria José Camões, Mamadou Ba, Naki Gaglo, Marta Araújo, Sílvia Maeso, Joana Gorjão Henriques, António Brito Guterres
técnica e operação Rita Sousa

Espetáculo da 1ª edição do projeto Próxima Cena


Pranto de Maria Parda parte do texto homónimo de Gil Vicente, escrito no rescaldo de um ano devastador e é levado à cena em 2021, no rescaldo de um outro ano devastador. Este espetáculo propõe-se vaguear pelas ruas de Lisboa à escuta da voz daqueles que a cidade escolheu deixar de lado, hoje, como há cinco séculos.

1522: Maria Parda vagueia pelas ruas de Lisboa. Não reconhece a cidade, assolada pela fome e pela seca. Quis Gil Vicente que Maria Parda simbolizasse um ano mau, que fosse mulher e alcoólica e que não tivesse lugar na cidade.

2021: Lisboa está irreconhecível, desfigurada pela gentrificação, pela presença (e ausência) do turismo, pela pandemia. Volvidos quase quinhentos anos, Maria Parda continua sem ter lugar.

A tradição foi insinuando que, da designação Maria Parda, se extraía a ideia de uma mulher negra. Mas em nenhum momento, Gil Vicente parece indicá-lo. Resultará essa conclusão de um preconceito de interpretação e de leitura? Como se olha para este texto com quinhentos anos à luz das questões do racismo e do feminismo, que ele próprio hoje convoca, e que são prementes? Que caminho fizeram este texto, a cidade e Maria Parda - até hoje?
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