Film Noir

texto e encenaçãoAndré Murraças
8 - 12 jul 2009
4.ª a sáb. 21h45
dom. 16h15
Sala Estúdio
texto, encenação, cenografia e figurinos André Murraças
elenco Anabela Brígida, Maria João Falcão e Sofia Correia
desenho de luz Rui Poças e Pedro Emauz
cabelos e maquilhagem Joana Ísferos
costureira Lurdes Vaz
construção de cenário João Paulo Araújo
produção executiva Maria Folque

co-produção Teatro Nacional D. Maria II e Metamorfose Total em co-apresentação com o Festival de Almada
M/12

espetáculo vencedor do Emergentes - Ciclo Novos Criadores / Novas Linguagens 2009


Film Noir é um espectáculo de teatro construído a partir de um género específico de cinema: o film noir, um tipo de cinema norte-americano que esteve em voga nos anos pós-guerra. O cinema vai ao teatro. Aos poucos, descobre-se o lado negro da vida de três personagens baseadas em diversas mulheres de filmes como Laura, Chinatown, The Big Heat, Double Indemnity, Gilda, ou Sunset Boulevard, expostas como figuras de poder às quais os homens não conseguem resistir. Quem são estas mulheres? De quem são estas vozes no escuro? Que segredos escondem?

Entrámos numa sala cheia de espelhos mas não lhes ligámos nenhuma. Estava muito escuro e demos luz a mulheres fatais que só existem na nossa cabeça. Três mulheres, três corpos, três desejos cheios de desvios. Vimos filmes que depois apagávamos. Mas guardámos a escuridão para onde foge toda aquela gente marginal e vítima de uma América em guerra. Uma oportunidade para criar confrontos entre o cinema e o teatro – até chamámos dois directores de fotografia que trataram a cena como um plateau de cinema. E fomos crus, violentos e muito pouco pudicos. Os palavrões são delas, não foram inventados por nós. Também não deixámos fugir o quão belas elas eram e são. Todas elas. Por fora e por dentro. Não as salvámos de nada, não poupámos ninguém, nem passámos a culpa a outro. Quanto muito contrariámos o destino com um sonho ou outro numa canção. Como é que ela diz? Beijos que vêm da vida, não da morte. Isso mesmo.



EMERGENTES – CICLO NOVOS CRIADORES / NOVAS LINGUAGENS

Com o Ciclo Emergentes, o TNDM II, proporciona um espaço de visibilidade a novas linguagens, novas dramaturgias e novos criadores. Este ciclo tem uma regularidade anual e espera-se que a sua qualidade suscite o interesse do público e do meio artístico. Esta é a 1.ª edição de uma iniciativa que pretende valorizar uma nova geração no teatro, numa lógica experimental e de vanguarda.

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