Mostra de Edições - Novas Cartas Portuguesas

O livro Novas Cartas Portuguesas foi escrito a três, por Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, sob o compromisso de as suas autoras nunca revelarem a autoria individual dos textos.

Editada em abril de 1972 pela Estúdios Cor, então com direção literária de Natália Correia, que, instada a cortar partes, insistiu em publicá-la na íntegra, trata-se de uma obra inovadora.  Composta por 120 textos (incluindo cartas, poemas, relatórios, textos narrativos, ensaios e citações), Novas Cartas Portuguesas questiona amplamente as convenções literárias. 
 
Contestando o poder e a ordem patriarcal, denunciando a condição das mulheres, e também a guerra colonial e o sistema judicial, o livro foi proibido pela censura, que o catalogou como imoral e pornográfico. As três autoras e o editor, Romeu de Melo, foram acusados e levados a tribunal. 

O livro aborda questões que se mantêm relevantes na agenda política contemporânea, como a guerra, os conflitos e a violência, a desigualdade e a discriminação, a (falta de) liberdade, a colonização, as migrações, a ordem patriarcal e a sexualidade feminina.
 







Informações

integrada na exposição Mulheres e Resistência – Novas Cartas Portuguesas e outras lutas
uma iniciativa Museu do Aljube - Resistência e Liberdade e  Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril

Edições da coleção privada de Alexandra Alves Luís
 
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